Cuidando dos dentinhos


Todo mundo sabe que é importantíssimo cuidar dos dentinhos antes mesmo deles nascerem.

Desde a fase da amamentação materna, sempre realizei a limpeza da boquinha da Tereza após cada mamada.

Tete Dentista 2014

Hoje em dia não existe desculpa para não escovar os dentes. Tereza está tão habituada que consigo fazer a escovação dental mesmo com ela dormindo.

Todos os anos visitamos nossa querida dentista Dra. Denize e ela mesma irá falar um pouquinho sobre os cuidados com os dentes do pequenos. São dicas muito valiosas e de extrema importância. Espero que vocês gostem. <3

Tete dentista 2015

Atenção odontológica para os pequenos

Todos nós sabemos o quanto é importante cuidar da nossa saúde bucal desde a infância até a fase adulta. Podemos dizer que é um cuidado, ou melhor um hábito, que devemos ter do início até o fim de nossas vidas.

Mas quando devemos começar a introduzir esse hábito? Devemos introduzir o hábito a partir do nascimento? Como??

Nesse guia irei dar algumas dicas valiosas de como devemos cuidar da saúde bucal dos nossos bebês com o propósito de evitar cáries e má formações dentais e faciais.

Devemos higienizar a cavidade bucal dos pequenos com auxílio de gaze ou qualquer “paninho” macio e limpo, embebido em água (de preferência estéril), enrolado no dedo indicador e passando por toda boquinha do bebê, gengiva, língua e mucosa (pele que reveste a parte interna da boca).

A amamentação é muito importante para desenvolver a musculatura da face do bebê através do movimento da sucção. As mamães que por algum motivo não conseguirem amamentar, devem optar por bicos anatomicamente parecidos com o bico do peito. O furo deve ser pequeno (normalmente já vem de fábrica) e não deve ser aumentado, para que o bebê faça força suficiente para conseguir se alimentar, trabalhar os músculos da face, exercitar a deglutição e ter um período tranquilo de sono, pois a força da sucção faz com que os pequenos se cansem e alimentados eles dormem como anjos. Importante atentar se há o vedamento labial da boca do bebê com o peito ou a mamadeira, pois esse vedamento impede a entrada de ar evitando assim a formação de gases, fazendo com que os bebês respirem pelo nariz estimulando assim a respiração nasal afim de evitar problemas respiratórios e ma formação dental no futuro.

A partir do momento que começam a aparecer os primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses, a amamentação deve ser controlada até o desmame ( por volta dos 12 meses).DEVEM ser introduzidos alimentos semi-sólidos através da colher e os líquidos já podem começar a serem ingeridos em copinhos ou xícaras adequadas, evitando a necessidade do uso da mamadeira. Assim que o bebê já tiver os dentes da frente erupcionados, devem ser oferecidos alimentos duros, secos e fibrosos. Os alimentos estimulam o movimento funcional da mastigação estabelecendo o padrão mastigatório correto no bebê. Nesse período também, a escovação já deve ser iniciada através de escova de dentes infantil e o mais importante: com pasta de dentes que não tenham flúor na sua composição. Como o bebê ainda não é capaz de cuspir, ele acaba ingerindo essa pasta. Caso tenha flúor na sua composição, existe o risco de alterações nos dentes permanentes que estão em formação.

Devemos controlar a amamentação a partir da erupção dos dentes para evitar o aparecimento de cárie. A mais comum, nessa fase, é a que chamamos de cárie de mamadeira e a principal vilã desse tipo de cárie é a amamentação noturna.

A amamentação noturna é extremamente prejudicial a saúde bucal do bebê. Durante a noite há uma diminuição da salivação o que favorece a retenção do alimento junto a superfície dos dentes. Esses resíduos são um prato cheio para as bactérias que provocam a cárie dentária. Portanto, devemos realizar a limpeza dos dentes logo após a ingestão do leite.

Até os 3 anos de idade não recomendamos o uso de pastas a base de flúor pelo motivo citado acima. A partir do momento que a criança conseguir cuspir, podemos introduzir as pastas infantis. Mas não se preocupem tanto quanto a pasta, pois hoje nossas águas de abastecimento contém flúor e se fizermos uma boa higiene oral no bebê, evitar hábitos como a mamadeira noturna e o consumo de açúcar, estaremos contribuindo para uma dentição perfeita e saudável.

Lembrando que o açúcar é um dos principais alimentos causadores da cárie, pois ele contribui para a formação de ácidos que desmineralizam a superfície dos dentes e com o tempo vão ficando frágeis, podendo  até quebrar (fratura). Por isso mamãe, evite o consumo de açúcar.

Por fim, a grande causadora da má oclusão: a chupeta. Até os 2 anos de idade a criança se encontra, segundo os psicológos, na fase oral. Nessa fase os hábitos como chupar chupeta e dedo podem ser considerados normais. Estudos mostram que crianças que foram amamentadas no peito, até pelo menos 6 meses de idade, dimunuem as chaces de adquirirem esse hábito, ressaltando mais uma vez a importância da amamentação.Caso o hábito persista após os 3 anos, devemos intervir para prevenir qualquer tipo de má formação. Se necessário, procurar ajuda profissional para isso. 

Estas são algumas dicas valiosas a serem aplicadas com o objetivo de manter a saúde bucal e prevenir cáries e possíveis má formações dentárias nos pequenos. São práticas simples, eficazes e de baixo custo.

Lembrando sempre que “a educação gera a prevenção”. Portanto, papais e mamães,  devemos incentivar e dar exemplo às nossas crianças, para que essas dicas de prevenção se tornem hábitos prazerosos e não uma obrigação!

Obrigada!

Denize da Costa Gonçalves

Curugiã Dentista CRO 78049

denizecosta@hotmail.com 

 

Por quê meu corpo é diferente da mamãe e do papai?

Imagem da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Sexual, do Instituto Mara Gabrilli 

Em casa sempre tivemos o hábito do banho compartilhado com a Tereza, desde bem novinha. Como passo muito tempo com ela, a companhia ao ir ao banheiro também é algo absolutamente normal e rotineiro para nós.

Há alguns meses, Tereza começou a perceber as diferenças entre seu corpo e o nosso e as diferenças em homens e mulheres. Com isso, começaram a surgir milhões de perguntas e comentários (alguns extremamente engraçados… Rsrs).

Sempre agimos com naturalidade e tentamos explicar de forma fácil, de acordo com a idade dela, para que ela entenda as diferenças.

Porém, sei que para muita gente, falar sobre o próprio corpo e sobre a sexualidade com seus filhos ainda é um grande tabu.

Pensando nisso, pedi orientação à querida Fernanda Guilardi Sodelli, psicóloga e mãe do Bruno e da Bianca. A Fernanda tem bastante experiência no assunto e é autora da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Intelectual, do Instituto Mara Gabrilli (que está disponível gratuitamente para download).

Sexo e Sexualidade, vamos conversar?

Sempre que o assunto Sexo/Sexualidade aparece em uma conversa em casa, causa aquele desconforto. A mãe tem vontade de sair de cena, o pai vai beber uma água. Calma lá!

Naturalidade e leveza neste momento.

É preciso perceber que o tema deve ser tratado de forma natural desde a infância. Falar sobre o próprio corpo, esclarecer as dúvidas e poder conversar abertamente sobre o assunto são fatores que ajudam a viver uma sexualidade saudável, durante toda a vida.

Por volta dos 2 anos, a criança percebe se é do sexo feminino ou masculino e, no contato com os adultos ao seu redor e pela mídia, aprende o que é ser menino ou menina em sua sociedade – e, claro, tem contato com os rótulos associados a eles.

Meu corpo, seu corpo…

Entre 3 e 5 anos, as crianças percebem as diferenças entre o corpo do homem e da mulher.

Elas observam seus próprios corpos e as diferenças entre os corpos de pessoas do seu convívio. Normalmente, em uma situação cotidiana, de troca de roupa ou de banho, a criança faz algumas perguntas ou expressa alguma opinião. Os pais devem agir com naturalidade e acolher a curiosidade infantil.

Imagem da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Intelectual, do Instituto Mara Gabrilli 

E a hora do banho???

Os pais que tem por hábito tomar banho com seus pequenos, sempre questionam o momento de “não fazer mais isso”. Alguns pontos são importantes: A família concorda com esse ritual? Acha que o banho pode ser um bom momento de convivência e intimidade? Então deve manter esse momento em sua rotina até a “hora” em que o pai/mãe começar a sentir certo constrangimento ou a criança sinalizar que gostaria de “privacidade” nesta hora.

As conversas que surgirem nos banhos compartilhados devem ser respondidas da maneira mais natural possível.

“Se os pais ficam constrangidos, a criança irá perceber e, aí sim, poderá começar a criar um determinado tabu”. Falar é mais indicado do que omitir. E não tem problema a mãe tomar banho com o filho ou o pai tomar banho com a filha.

É extremamente importante que pais conversem e esclareçam as dúvidas das crianças, desde pequenas.

Em um site da internet, existe a seguinte pergunta: Existe algum truque para falar sobre sexualidade com seus filhos? E ai vai a resposta: “Claro que sim. O truque é manter-se firme, jamais inventar ou mentir, não evadir-se da pergunta, e não responder mais do que seu filho perguntar. O ideal é falar-lhe de sexo em conta-gotas, ou seja, à medida que sua curiosidade, segundo a idade que tenha.”

Uma atenção especial para o que a criança está perguntando. Muitas vezes os pais ficam perdidos e acabam respondendo “demais”, muita além do que a criança está preparada para entender.

É unanimidade entre os especialistas da área da saúde e educação que a educação sexual começa na infância e, desde as primeiras demonstrações de interesse do filho, os pais devem se mostrar abertos a essa conversa. Esta abertura para o dialogo franco vai permitir que a criança tenha, desde cedo, uma boa estrutura e segurança para uma futura vida sexual mais segura.”

Relato de um dia de desfralde

Eis que hoje, após dois dias de “sucesso”, decidi dar uma chance à ela e ficamos sem fralda (tenho usado aquelas fraldas que vestem tipo calcinha).

Dois xixis no troninho pela manhã, mamãe toda feliz, fazendo almoço, eis que ouço um “Mamãe, vazou tudo”.

Bom, até aí ok, acontece mesmo. Achei que era um xixi, vamos trocar de roupa e pronto.

Doce ilusão a minha: era número 2. E daqueles bem pastosos.

Tinha vazado realmente, mas muito mais do que eu esperava: pelas perninhas, no chão, no sofá… Não tinha nem onde pegar na criança!!!

Fiquei uns bons 30 segundos pensando em como sair dali sem maiores estragos além dos já estabelecidos.

E num momento quase acrobata, peguei a Tereza no colo pelos braços e pés. Tadica… quase parecendo um saco de batatas.

Aí, você pensa: pronto… foram para o banho e resolvido.

Nããããããooo…. Foi vazando por todo trajeto até o chuveiro.

Quando tiro a roupa dela, a minha vontade era jogar tudo no lixo.

Aí sim veio o banho e final feliz, onde todos sobreviveram.

Estamos nessa glamourosa fase de desfralde por aqui. E não… não está sendo fácil.

Dias melhores, dias nem tanto… mas segue a vida.

Na escola o desfralde segue com mais sucesso do que em casa, provavelmente por ela ver os amiguinhos fazendo no penico. Aliás, só começamos aqui em casa pois ela demonstrou interesse pelo troninho.

Tete Troninho

Para auxiliar nesta fase, decidi criar uma “tabela do troninho”, onde a gente vai marcando os acertos e erros. Começamos nas últimas duas semanas.

Tabela do Troninho

Cada xixi ou cocô certos, ela ganha uma estrelinha e uma tatuagem (um carimbo na mão). Quando faz na calcinha/fralda, fazemos uma carinha triste. Se não tiver nenhuma carinha triste no dia, ela ganha um prêmio (ela já ganhou 2 prêmios!!).

Para facilitar o manejo nesta fase, temos usado aquelas fraldas tipo calcinha/cueca.

Experimentei algumas marcas e as que mais nos adaptamos foram Pampers Pants e Mamy Poko Fralda-Calça. Para dormir, seguimos com a fralda tradicional, apesar dela acordar seca quase todas as manhãs.

Pampers Paints mamy poko

Espero poder contar as novidades do desfralde com alegria e sucesso. Até a próxima!!!

Onicomadese – Já ouvir falar??

 

onicomadese

 

Vou começar este post contando um pouco do que aconteceu nos últimos meses de 2014 para vocês entenderem como cheguei até a onicomadese.

Em outubro Tereza apresentou varicela, também conhecida como catapora. Graças às duas doses de vacina, a doença veio muito branda. Apenas algumas bolhas na região da fralda e umas poucas nas pernas e costas. Tereza não teve febre nem coceira. Foi super tranquilo.

No início de novembro nos deparamos com um quadro de Roséola, também causada por um herpes vírus, assim como a varicela. E desta vez o bicho pegou mesmo! Foram 4 dias de febre super alta (perto de 40°C), inflamação da garganta, muito desconforto, perda de apetite, apatia e “bolinhas” por todo corpo. As bolinhas apareceram apenas no 4° dias, quando a febre começou a baixar.

Bom, sobrevivemos… E 15 dias depois, quando achei que poderia respirar tranquilamente, PIMBA!!! A tal da ONICOMADESE.

Percebi que uma das unhas dela estava esbranquiçada próximo à cutícula. Imaginei que seria consequência de algum trauma, já que a mocinha não para quieta e vive fazendo arte. Dois dias depois percebi o mesmo acontecendo em várias outras unhas das mãos e dos pés. E foi quando me apavorei.

onicomadese

 

Em consulta com dermatologista consegui entender o que havia acontecido: devido à febre alta, ocorreu um tipo de “inflamação” na região onde as unhas são produzidas e isso gerou uma falha no desenvolvimento das unhas. Quando as unhas voltaram a crescer, foram empurrando essa “falha” e com isso ocorreu o descolamento das unhas.

Tereza perdeu cerca de 10 unhas das mãos e dos pés. Em aproximadamente 2 meses todas as unhas já haviam crescido e sem nenhum defeito aparente.

Segundo o dermatologista, não existe tratamento nem prevenção. Outros quadros de febre alta podem causar a onicomadese.

Foi um quadro completamente indolor (apesar de absurdamente aflitivo) e sem grandes consequências. Confesso que sofri muito mais do que ela.

Decidi dividir isso com vocês pois acredito que muita gente nunca ouviu falar nisso, assim como eu. Foi assustador no começo, mas muito tranquilo depois.

Espero ter ajudado e orientado mais um pouquinho com a minha humilde experiência nesse mundo mágico da maternidade. =)

Tudo pode ser perigoso


 

Presilha que a menina Valentina engoliu
Presilha que a menina Valentina engoliu

Essa história da menina Valentina, que morreu após ter engolido uma presilha de cabelo, me deixou muito triste. Porém, agradeci novamente aliviada. Vou explicar porquê: Em fevereiro fomos viajar para o litoral norte. Em uma das noites lá, saímos para jantar. Arrumei Tete e coloquei duas fivelas “tic-tac” pequenas no cabelo dela. Ao chegarmos ao restaurante, ela já estava sem as fivelas e eu não as encontrei. Mas fiquei tranquila pois achava que tinha caído no carro. Porém, durante a madrugada, Tereza começou a passar mal, com febre e teve um vômito. No mesmo momento lembrei das fivelas e me bateu um desespero que não consigo explicar de tão grande. Cuidei dela, dei banho, coloquei novamente para dormir e fui até o carro, às 4 da manhã, para procurar as fivelas. Revirei tudo, tirei cadeirinha, levantei os bancos, tirei os tapetes. TUDO. Comecei a chorar com medo de estar certa quanto à minha suspeita dela ter engolido as fivelas. Nesse momento, comecei a rezar muito e pedir à Deus para não fazer isso comigo (cada um tem a sua crença e nesse momento eu aceitava ajuda de todos os santos, orixás, entidades…). Chorando muito comecei a colocar as coisas no lugar, abaixei os bancos, coloquei os tapetes, prendi a cadeirinha… Tudo isso pedindo e rezando. Como nunca havia feito na minha vida. Ao fechar a porta do carro, olho para o chão e vejo as duas fivelas. Caídas. No mesmo local que eu havia olhado dezenas de vezes e não estavam. Explodi num choro de alívio e agradecimento. Abaixei e chorei… muito… Agradecendo. O que eu quero passar com tudo isso? Não… não estou falando de religiosidade. O que eu quero pedir à todos que tem uma criança pequena em casa é: TOMEM MUITO CUIDADO. Sempre!!! Com tudo!!! Qualquer coisa pode se tornar perigosa nas mãos destas criaturinhas inocentes, que não percebem os riscos. E que Deus conforte o coração dos pais e familiares da Valentina.