Minha estrelhinha chamada Mel <3

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Pois é, minha velhota… Depois de 16 anos, 3 meses e 6 dias, chegou o dia de nos despedirmos. No fundo eu sei que é só um até breve, mas hoje está doendo muito.

Dói pensar que não terei mais aquelas orelhinhas macias e aquele bafo quente. Dói não ter mais que pedir sua ração e sua enzima todos os meses. Dói não ter mais sua companhia.

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Lembro do dia em que você chegou: uma bolinha amarela e peluda, com 2 meses, que cheirava todos os cantos sem parar.

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Lembro de você correndo incansavelmente atrás da bolinha no quintal. Você foi minha inspiração para o tema de monografia da faculdade e me fez entender que coco pode ser bastante saboroso (queria te esganar quando você vazia isso… rsrs).

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Lembro de quando te ensinei a dar a pata e todos os vizinhos (sem contar seu pai) já estavam “dando a pata” também de tantas vezes ouvirem “A pata. A outra.”.

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Por tantas vezes você foi minha companheira, meu ombro… Minha parceira de passeios, viagens…

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Se adaptou absurdamente bem quando foi obrigada a trocar seu quintal espaçoso por um apartamento pequeno.

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Teve toda paciência do mundo quando Tete nasceu, mesmo sabendo que seu reinado seria dividido com uma mini humana. Foi delicada e amorosa com ela. Até ensinou a Tete a lamber o chão!!! (essa parte não precisava mas ok). Deve ter servido para aumentar a imunidade dela, né?

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Sempre tão carinhosa, tão inteligente, tão forte, tão perfeita… Aquela sua mania de ficar “fucinhando” minha perna com o nariz gelado quando queria alguma coisa já deixa saudade.

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Você esteve presente tantos momentos importantes: começo do namoro com seu pai, período da faculdade, nosso casamento, viagens maravilhosas, a gravidez e nascimento da Tete, a mudança de casa, a chegada do Faísca…

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O tempo passou e as limitações da idade chegaram. Aos poucos você não queria mais brincar com a bolinha. Depois começou a preferir seu cantinho, longe do agito. Passear se tornou uma tarefa difícil e o repouso era necessário. O corpo robusto deu lugar a ossos que se destacavam por debaixo da pele. A musculatura foi embora, apesar do apetite excelente sempre.

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Achávamos que seria impossível prosseguir se você parasse de andar, mas você nos surpreendeu mais uma vez e se adaptou à limitações. Enquanto Tete desfraldava, você começava a usar fraldas. E isso nunca foi um problema para ninguém.

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Mas nos últimos dias sabia que a despedida se aproximava. Seus olhos distantes, já sem brilho… a falta de apetite, as alterações neurológicas… Estávamos chegando ao fim. E doeu. Doeu cada vez que pensei nisso, cada segundo a menos contigo. E sei que no fundo vai doer pra sempre, porque não terei mais a “minha gorda” para abraçar.

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Quando fecho os olhos, é assim que eu te vejo: gorda, doida, correndo pelo quintal.

Você me ensinou tanto…

Hoje existe um buraco no meio do meu peito, dilacerando, sangrando… Eu sei que o tempo irá amenizar essa dor mas o vazio que você deixou jamais será preenchido, pois você foi única e especial.

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Filha, te amei todos os dias e continuarei te amando. Obrigada por ter feito parte da minha vida e por sido tão incrível em todos os momentos. Foi um privilégio ser sua mãe. Obrigada. Até breve. <3

(Muito obrigada a todos que ligaram e mandaram mensagens, que enviaram tanto amor e boas vibrações nestes últimos dias. Estaria sendo muito mais dificil sem esse carinho.)

Cuidando dos dentinhos


Todo mundo sabe que é importantíssimo cuidar dos dentinhos antes mesmo deles nascerem.

Desde a fase da amamentação materna, sempre realizei a limpeza da boquinha da Tereza após cada mamada.

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Hoje em dia não existe desculpa para não escovar os dentes. Tereza está tão habituada que consigo fazer a escovação dental mesmo com ela dormindo.

Todos os anos visitamos nossa querida dentista Dra. Denize e ela mesma irá falar um pouquinho sobre os cuidados com os dentes do pequenos. São dicas muito valiosas e de extrema importância. Espero que vocês gostem. <3

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Atenção odontológica para os pequenos

Todos nós sabemos o quanto é importante cuidar da nossa saúde bucal desde a infância até a fase adulta. Podemos dizer que é um cuidado, ou melhor um hábito, que devemos ter do início até o fim de nossas vidas.

Mas quando devemos começar a introduzir esse hábito? Devemos introduzir o hábito a partir do nascimento? Como??

Nesse guia irei dar algumas dicas valiosas de como devemos cuidar da saúde bucal dos nossos bebês com o propósito de evitar cáries e má formações dentais e faciais.

Devemos higienizar a cavidade bucal dos pequenos com auxílio de gaze ou qualquer “paninho” macio e limpo, embebido em água (de preferência estéril), enrolado no dedo indicador e passando por toda boquinha do bebê, gengiva, língua e mucosa (pele que reveste a parte interna da boca).

A amamentação é muito importante para desenvolver a musculatura da face do bebê através do movimento da sucção. As mamães que por algum motivo não conseguirem amamentar, devem optar por bicos anatomicamente parecidos com o bico do peito. O furo deve ser pequeno (normalmente já vem de fábrica) e não deve ser aumentado, para que o bebê faça força suficiente para conseguir se alimentar, trabalhar os músculos da face, exercitar a deglutição e ter um período tranquilo de sono, pois a força da sucção faz com que os pequenos se cansem e alimentados eles dormem como anjos. Importante atentar se há o vedamento labial da boca do bebê com o peito ou a mamadeira, pois esse vedamento impede a entrada de ar evitando assim a formação de gases, fazendo com que os bebês respirem pelo nariz estimulando assim a respiração nasal afim de evitar problemas respiratórios e ma formação dental no futuro.

A partir do momento que começam a aparecer os primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses, a amamentação deve ser controlada até o desmame ( por volta dos 12 meses).DEVEM ser introduzidos alimentos semi-sólidos através da colher e os líquidos já podem começar a serem ingeridos em copinhos ou xícaras adequadas, evitando a necessidade do uso da mamadeira. Assim que o bebê já tiver os dentes da frente erupcionados, devem ser oferecidos alimentos duros, secos e fibrosos. Os alimentos estimulam o movimento funcional da mastigação estabelecendo o padrão mastigatório correto no bebê. Nesse período também, a escovação já deve ser iniciada através de escova de dentes infantil e o mais importante: com pasta de dentes que não tenham flúor na sua composição. Como o bebê ainda não é capaz de cuspir, ele acaba ingerindo essa pasta. Caso tenha flúor na sua composição, existe o risco de alterações nos dentes permanentes que estão em formação.

Devemos controlar a amamentação a partir da erupção dos dentes para evitar o aparecimento de cárie. A mais comum, nessa fase, é a que chamamos de cárie de mamadeira e a principal vilã desse tipo de cárie é a amamentação noturna.

A amamentação noturna é extremamente prejudicial a saúde bucal do bebê. Durante a noite há uma diminuição da salivação o que favorece a retenção do alimento junto a superfície dos dentes. Esses resíduos são um prato cheio para as bactérias que provocam a cárie dentária. Portanto, devemos realizar a limpeza dos dentes logo após a ingestão do leite.

Até os 3 anos de idade não recomendamos o uso de pastas a base de flúor pelo motivo citado acima. A partir do momento que a criança conseguir cuspir, podemos introduzir as pastas infantis. Mas não se preocupem tanto quanto a pasta, pois hoje nossas águas de abastecimento contém flúor e se fizermos uma boa higiene oral no bebê, evitar hábitos como a mamadeira noturna e o consumo de açúcar, estaremos contribuindo para uma dentição perfeita e saudável.

Lembrando que o açúcar é um dos principais alimentos causadores da cárie, pois ele contribui para a formação de ácidos que desmineralizam a superfície dos dentes e com o tempo vão ficando frágeis, podendo  até quebrar (fratura). Por isso mamãe, evite o consumo de açúcar.

Por fim, a grande causadora da má oclusão: a chupeta. Até os 2 anos de idade a criança se encontra, segundo os psicológos, na fase oral. Nessa fase os hábitos como chupar chupeta e dedo podem ser considerados normais. Estudos mostram que crianças que foram amamentadas no peito, até pelo menos 6 meses de idade, dimunuem as chaces de adquirirem esse hábito, ressaltando mais uma vez a importância da amamentação.Caso o hábito persista após os 3 anos, devemos intervir para prevenir qualquer tipo de má formação. Se necessário, procurar ajuda profissional para isso. 

Estas são algumas dicas valiosas a serem aplicadas com o objetivo de manter a saúde bucal e prevenir cáries e possíveis má formações dentárias nos pequenos. São práticas simples, eficazes e de baixo custo.

Lembrando sempre que “a educação gera a prevenção”. Portanto, papais e mamães,  devemos incentivar e dar exemplo às nossas crianças, para que essas dicas de prevenção se tornem hábitos prazerosos e não uma obrigação!

Obrigada!

Denize da Costa Gonçalves

Curugiã Dentista CRO 78049

denizecosta@hotmail.com 

 

Alimentação dos nossos pets – O que pode e o que não pode

Hoje tive o imenso prazer de participar do Programa Revista da Cidade, da Gazeta, falando um pouquinho sobre alimentação dos nossos animais. Tive a companhia da Francisca, filha da minha querida Lele. Fran se comportou lindamente e foi fundamental.

Jan e Francisca

Foi muito bom passar informações que considero muito importantes e que muitos tutores desconhecem, colocando em risco a vida dos seus animais.

Pra quem perdeu, segue o vídeo da pauta. <3

 

Por quê meu corpo é diferente da mamãe e do papai?

Imagem da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Sexual, do Instituto Mara Gabrilli 

Em casa sempre tivemos o hábito do banho compartilhado com a Tereza, desde bem novinha. Como passo muito tempo com ela, a companhia ao ir ao banheiro também é algo absolutamente normal e rotineiro para nós.

Há alguns meses, Tereza começou a perceber as diferenças entre seu corpo e o nosso e as diferenças em homens e mulheres. Com isso, começaram a surgir milhões de perguntas e comentários (alguns extremamente engraçados… Rsrs).

Sempre agimos com naturalidade e tentamos explicar de forma fácil, de acordo com a idade dela, para que ela entenda as diferenças.

Porém, sei que para muita gente, falar sobre o próprio corpo e sobre a sexualidade com seus filhos ainda é um grande tabu.

Pensando nisso, pedi orientação à querida Fernanda Guilardi Sodelli, psicóloga e mãe do Bruno e da Bianca. A Fernanda tem bastante experiência no assunto e é autora da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Intelectual, do Instituto Mara Gabrilli (que está disponível gratuitamente para download).

Sexo e Sexualidade, vamos conversar?

Sempre que o assunto Sexo/Sexualidade aparece em uma conversa em casa, causa aquele desconforto. A mãe tem vontade de sair de cena, o pai vai beber uma água. Calma lá!

Naturalidade e leveza neste momento.

É preciso perceber que o tema deve ser tratado de forma natural desde a infância. Falar sobre o próprio corpo, esclarecer as dúvidas e poder conversar abertamente sobre o assunto são fatores que ajudam a viver uma sexualidade saudável, durante toda a vida.

Por volta dos 2 anos, a criança percebe se é do sexo feminino ou masculino e, no contato com os adultos ao seu redor e pela mídia, aprende o que é ser menino ou menina em sua sociedade – e, claro, tem contato com os rótulos associados a eles.

Meu corpo, seu corpo…

Entre 3 e 5 anos, as crianças percebem as diferenças entre o corpo do homem e da mulher.

Elas observam seus próprios corpos e as diferenças entre os corpos de pessoas do seu convívio. Normalmente, em uma situação cotidiana, de troca de roupa ou de banho, a criança faz algumas perguntas ou expressa alguma opinião. Os pais devem agir com naturalidade e acolher a curiosidade infantil.

Imagem da Cartilha de Orientação Sobre Sexualidade e Deficiência Intelectual, do Instituto Mara Gabrilli 

E a hora do banho???

Os pais que tem por hábito tomar banho com seus pequenos, sempre questionam o momento de “não fazer mais isso”. Alguns pontos são importantes: A família concorda com esse ritual? Acha que o banho pode ser um bom momento de convivência e intimidade? Então deve manter esse momento em sua rotina até a “hora” em que o pai/mãe começar a sentir certo constrangimento ou a criança sinalizar que gostaria de “privacidade” nesta hora.

As conversas que surgirem nos banhos compartilhados devem ser respondidas da maneira mais natural possível.

“Se os pais ficam constrangidos, a criança irá perceber e, aí sim, poderá começar a criar um determinado tabu”. Falar é mais indicado do que omitir. E não tem problema a mãe tomar banho com o filho ou o pai tomar banho com a filha.

É extremamente importante que pais conversem e esclareçam as dúvidas das crianças, desde pequenas.

Em um site da internet, existe a seguinte pergunta: Existe algum truque para falar sobre sexualidade com seus filhos? E ai vai a resposta: “Claro que sim. O truque é manter-se firme, jamais inventar ou mentir, não evadir-se da pergunta, e não responder mais do que seu filho perguntar. O ideal é falar-lhe de sexo em conta-gotas, ou seja, à medida que sua curiosidade, segundo a idade que tenha.”

Uma atenção especial para o que a criança está perguntando. Muitas vezes os pais ficam perdidos e acabam respondendo “demais”, muita além do que a criança está preparada para entender.

É unanimidade entre os especialistas da área da saúde e educação que a educação sexual começa na infância e, desde as primeiras demonstrações de interesse do filho, os pais devem se mostrar abertos a essa conversa. Esta abertura para o dialogo franco vai permitir que a criança tenha, desde cedo, uma boa estrutura e segurança para uma futura vida sexual mais segura.”